Culturas indicadas: Caqui, goiaba, maçã, nêspera, tomate e videira.

Doenças controladas e dosagens recomendadas:

Sulfato de cobre é fungicida recomendado em misturas com cal virgem para o preparo da calda bordalesa (sulfato de cobre + cal virgem + água) para controle de doenças nas seguintes culturas:

Cultura | Doenças controladas | Dose de sulfato de cobre (g / 100 L água) | Dose de sulfato de cobre (g de i.a / 100 L água)

Caqui | Antracnose, Colletotrichum, gloeosporióides | 400 a 500 | 394 a 492,50

Goiaba | Ferrugem, Puccinia psidii | 400 a 500 | 394 a 492,50

Maçã | Sarna, Venturia, inaequalis | 500 a 600 | 492,50 a 591

Nêspera | Antracnose, Colletotrichum, gloeosporiódes | 400 a 500 | 394 a 492,50

Tomate | Requeima, Phytophthora, infestans | 600 a 700 | 591 a 689,50

Uva | Mídio, Plasmopara, vitícola | 600 a 700 | 591 a 689,50


OBS: 1 quilograma do produto comercial equivale a 985 quilograma de ingrediente ativo por quilograma.

Quantidade sugerida de cal para ser adicionada ao sulfato de cobre (g / 100 L água):

Caqui | Goiaba | Maçã | Nêspera | Tomate | Uva

400 a 500 | 400 a 500 | 500 a 600 | 400 a 500 | 600 a 700 | 600 a 70

Início, números e épocas ou intervalos das aplicações:

Caqui: A primeira aplicação deverá ser realizada no período vegetativo, 15 a 20 dias após a queda das flores. Repetir com intervalos de 15 dias, com um mínimo de 5 aplicações por ano, dependendo do estado fitossanitário e das condições climáticas.

Volume de calda / planta: 1,5 L. Usar espalhante adesivo Agral a 0,05% v/v ou similar.

Goiaba: Iniciar aos primeiros sintomas, repetindo com intervalos de 15 dias, com um mínimo de 4 aplicações por ano. Volume da calda / planta: 1,2 L. Usar espalhante adesiva Agral a 0,05% v/v ou similar.

Maçã: Iniciar a pulverização após a poda em tratamento de inverno, repetindo com intervalos de 7 dias, com um mínimo de 8 aplicações por ano. Volume da calda / planta: 1,0 L. Usar espalhante abrasivo Agral a 0,05% v/v ou similar.

Nêspera: Iniciar a pulverização após a poda de limpeza e depois a formação de folhagem, repetindo com intervalos de 15 dias, com um mínimo de 6 aplicações por ano. Volume de calda / planta: 2,0 L. Usar espalhante abrasivo Agral 0,05% v/v ou similar.

Tomate: Iniciar as pulverizações quando as plantas apresentarem os primeiros sintomas, repetindo com intervalos médios de 7 dias, com um mínimo de 5 aplicações por ano. Volume de calda / ha: 800L

Uva: Iniciar as pulverizações quando os brotos atingirem de 5 a 7 cm. Repetir com intervalo de 14 dias, com um mínimo de 6 aplicações por ano. Volume de calda / ha: 500 a 1000 L. Usar espalhante Agral 0,05% v/v ou similar.

Modo de aplicação:

Modo de preparo da calda bordalesa:

a) Para preparar a calda bordalesa são necessários três recipientes, sendo dois com capacidade para 50 litros e outro para 100 litros. Não utilizar recipientes de ferro, latão ou alumínio, pois reagem com o sulfato de cobre.

b) Colocar o sulfato de cobre dentro de um saco de tecido, sendo em seguida pendurado sobre a boca do recipiente de 50 litros, já cheio de água, onde ficará mergulhado por algumas horas até que haja sua dissolução.

c) No outro recipiente de 50 litros apagar a cal fazendo adição progressiva de água até completar os 50 litros, sempre agitando com a finalidade de homogeneizar o “leite de cal”.

d) Preparada as duas soluções, coloca-las no terceiro recipiente de 100 litros, derramando-as ao mesmo tempo e agitando para perfeita homogeneização.

e) Depois de preparada, a calda deverá apresentar reação neutra. Para verificar a reação da calda a reação da calda pode-se utilizar papel tornassol vermelho, até apresentar a coloração azul, ou então introduzir no líquido uma lâmina de aço não oxidado por 1 minuto. O escurecimento da lâmina indica que a calda esta ácida.

Deve-se ser juntada cal até neutralização completa da calda.

f) A calda perde sua função fungicida se não aplicada no mesmo dia. No caso de grandes volumes é conveniente fazer preparações “estoque” de sulfato de cobre e “leite de cal” a 20% que devem ser mantidas.

Metodologia de aplicação:

a) Durante a pulverização, é indispensável que o tanque contendo a calda bordalesa tenha agitação contínua.

b) A aplicação deve ser feita em aplicação foliar a alto volume e cobertura total, empregando-se equipamentos terrestres manuais ou motorizados, sejam pulverizadores de barra, pistolas ou costais. Utilizar bicos tipo cone ou equivalentes, com pressão acima de 40 libras/pol2

c) Pulverizar no período fresco do dia, evitando o período em que a folhagem estiver molhada (orvalho ou chuvas). Não aplicar com ventos fortes, altas temperatura e baixa umidade relativa do ar para evitar à deriva ou evaporação do produto.

d) Fazer aplicação da calda bordalesa imediatamente após o seu preparo.

e) Condições climáticas ideais para aplicação: Temperatura entre 25 oC a 30 oC e umidade relativa do ar acima de 65%.

f) Após a aplicação, enxaguar interna e externamente os equipamentos (pulverizadores, reservatórios, etc.) Com solução de vinagre ou limão 20% e água 80%, lavando em seguida com sabão ou detergente alcalino.


Intervalo de segurança:

7 dias para todas as culturas indicadas, com exceção da cultura do tomate tutorado, cujo o intervalo de segurança é de 1 dia.

Intervalo de reentrada de pessoas nas culturas ou áreas tratadas:

Devido às condições de aplicação e baixa toxidade do produto, não há restrições para reentrada de pessoas na área tratada, desde que devidamente trajadas.

Limitações de uso:

Fitotoxidade para as culturas indicadas:

- O produto não é fitotóxico para as culturas indicadas.
- Em condições climáticas de alta umidade relativa, com temperaturas baixas, alguns cultivares poderão apresentar sensibilidade ao produto.

Nas fases iniciais de crescimento e nas temperaturas elevadas, usar a menor dose.

Em caso de duvida, fazer teste em pequena área.

Informações sobre os equipamentos de aplicação:

Vide modo de aplicação/ metodologia de aplicação.

Informações sobre equipamentos de proteção individual a serem utilizados:

Vide o item “ Precauções no manuseio”, nos dados relativos à proteção da saúde humana.

Dados relativos a proteção da saúde humana

Mecanismo de ação, absorção e excreção para o ser humano:

Têm sido reportado vários casos de suicídios em humanos através da ingestão do sulfato de cobre. Geralmente penetra no organismo por via oral. Quando a ingestão é proposital, e portanto em certa quantidade, geralmente o próprio produto já provoca vômito, o que dificulta a absorção, diminuindo a toxidade. Estudos demonstraram a dificuldade da intoxicação aguada por sais de cobre, por serem adstringentes e os vômitos eliminarem a maior parte. Uma vez absorvido é veneno sistêmico, lesando principalmente os rins, o fígado (com cirrose), deprimindo e posteriormente excitando a SNC. A eliminação ocorre principalmente pela urina e pela bile (pouco pelas fezes).

Efeitos agudos e crônicos:

Inalação: A exposição prolongada a sais de cobre pode produzir severas congestões da mucosa nasal com rinites e possíveis ulcerações.

Contato com a pele: A exposição prolongada a sais de cobre pode causar algum grau de necrose. Dermatite alérgica devido ao contato com o cobre, embora rara, tem sido relatada. Ele pode ser absorvido pela pele. O envenenamento sistêmico foi conseqüência de repetidas aplicações de sulfato cúprico em extensas áreas de pele queimada. Sintomas de envenenamento sistemático pode abranger coloração azul das gengivas e da língua, anemia hemolítica, gastrites hemorrágicas, cólicas e diarréia com sangue em casos severos de envenenamento os rins e o fígado são prejudicados com anemia profunda. Pode evoluir com sonolência e coma. A morte pode ocorrer com colapso respiratório.

Coloração esverdeada da pele e do cabelo de trabalhadores tem sido observada.

Contato com os olhos: O uso prolongado do sulfato cúprico inflamação e reação purulenta nos olhos, além de descolorir a córnea. A descoloração em casos avançados cobre toda a córnea, mas causa pouca interferência na visão, quando a partícula de sulfato de cobre é deixada acidentalmente no saco conjuntivo, causa inflamação severa no local e necrose, e a córnea torna-se opaca. Uma pequena concentração do produto (0,0001 mol) causa rompimento da membrana da pré-córnea e uma pequena sensação de desconforto por pessoas, sujeitas a exposição desde material.

Ingestão: O envenenamento crônico humano tem sido observado em relatórios individuais como a doença de Wilson. Esta doença é uma condição genética rara em que pode haver anormalmente uma alta absorção, retenção e armazenamento de cobre pelo corpo. A doença é progressiva e pode ser fatal se não tratada.

Efeitos colaterais: Pode não ser de finalidade terapêutica, não há como caracterizar seus efeitos colaterais.

Precauções Gerais:

- Não coma, não beba, não fume durante o manuseio do produto;
- Não utilize equipamentos com vazamentos;
- Não desentupa bico, orifícios e válvulas com a boca;
- Não distribua o produto com as mãos desprotegidas;
- Uso exclusivamente agrícola;
- Não transporte este produto juntamente com alimentos, medicamentos, bebidas, rações, animais e pessoas.
- Não utilize equipamentos de proteção (EPI`s) danificados.

Precauções no manuseio

Use protetor ocular:

- O produto é irritante para os olhos.
- Se houver contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente.VEJA PRIMEIROS SOCORROS

Use máscara cobrindo nariz e a boca.

- Produto perigoso de inalado ou aspirado.
- Caso produto seja inalado ou aspirado, procure local arejado e VEJA PRIMEIROS SOCORROS.

Use luvas de neoprene ou nitrila.

- Produto irritante para a pele.
- Ao contato do produto com a pele, lave-a imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS.

Ao abrir a embalagem, faça de modo a evitar que o produto se espalhe.

- Use macacão com mangas compridas, chapéu com aba larga, óculos ou viseira facial, luvas, botas, avental impermeável e máscara apropriada.

Precauções durante a aplicação:

- Evite o máximo possível, o contato com a área de aplicação.
- O produto produz neblina, use máscara cobrindo a boca e o nariz.
- Não aplique o produto contra o vento.
- Use macacão com mangas compridas, chapéu de aba larga, óculos ou viseira facial, luvas, botas, avental impermeável e máscara apropriada.

Precauções após aplicação:

- Não reutilize a embalagem vazia.
- Mantenha o restante do produto em sua embalagem original adequadamente fechado em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
- Tome banho e troque e lave suas roupas contaminadas separadas das demais roupas da família ou de uso diário.

Primeiros Socorros:

Ingestão: Não provoque vômito e procure o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto.

Olho: Lave com água em abundância e procure o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto.

Pele: Lave com água e sabão em abundância e procure o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto.

Inalação: Procure lugar arejado e vá ao médico levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto.

Sintomas de alarme: Os sintomas de exposição ao produto podem incluir irritação da pele, olhos , trato respiratório e trato gastrointestinal. A ingestão pode causar severa dor gastroentérica ( vômito, corrosão localizada e hemorragias), prostração, anúria, hematúria, anemia e dificuldade de respiração. Pode causar náuseas, gosto metálico, dor de cabeça, dores abdominais, gastrite hemorrágica, pulso fraco, conjuntivite, e ulceração da córnea.

Antídotos:

1) Lavagem gástrica, podendo ser utilizado carvão ativado;
2) EDTA Cálcico i.v.
3) Transfusão de sangue (casos de hemólise);
4) Soro fisiológico na manutenção hidroeletrolítica;
5) Cardiotônicos, estimulantes;
6) Sulfato de sódio ou de magnésio, como laxante.

Tratamento médico:

Tratamento sintomático

Telefones para caso de emergência:

Centro de informações toxicológicas (CIT): 0800 643 5252

Dados relativos a proteção do meio ambiente

1) Precauções de uso e advertências quanto aos cuidados de proteção ao meio ambiente.

Este produto é:
- Perigoso ao meio ambiente (classe III).
- Este produto é altamente persistente ao meio ambiente.
- Este produto é altamente tóxico para microrganismos de solo e organismos aquáticos.
- Evite contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
- Não utilize equipamentos com vazamento.
- Não aplique o produto com ventos fortes ou nas horas mais quentes.
- Aplique somente as doses recomendadas.
- A destinação inadequada das embalagens e restos de produto, ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora,e a saúde das pessoas.

2) Instruções de armazenamento do produto, visando sua conservação e prevenção contra acidentes:

- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não comburente.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação Brasileira de normas técnicas – ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

3) Instruções em caso de acidentes:

- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes.
- Utilize equipamento de proteção individual – EPI (macacão de PVC, luvas e botas de borracha, óculos protetores e mascara contra eventuais vapores.
- Em caso de derrame, siga as instruções abaixo:

* Piso pavimentado: Recolha o material com auxilio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso contate a empresa autorizada, para que a mesma faça o recolhimento. Lave o local com grande quantidade de água.

* Solo: Retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado.

Contate a empresa autorizada conforme especificado acima.

* Corpos d`água: Interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.

- Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, de CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.